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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga informou, neste final de semana, que solicitou uma análise da coordenação nacional do PNI (Programa Nacional de Imunizações) sobre a inclusão de jornalistas e profissionais da imprensa no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19.

Além disso, Queiroga confirmou que 3 milhões de doses da vacina da Janssen serão enviadas ao Brasil de forma antecipada. A previsão inicial é que as doses chegariam entre outubro e dezembro de 2021.

“Naturalmente que essa não é uma decisão discricionária do ministro. Quem vai decidir é a câmara técnica do PNI, e essas decisões são baseadas em critérios epidemiológicos”, declarou. O ministro também disse que os profissionais da área “são importantes”.

“Vocês prestam informação à população e, nesse momento, é fundamental ter os brasileiros todos em boa condição sanitária e também vocês da imprensa”.

Um dos pedidos para priorização de jornalistas partiu da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).

Mortes

Levantamento da Fenaj apontou que, até 2 de junho, 155 jornalistas no Brasil morreram pela covid em 2021. No ano anterior, foram 80 mortes. O número, segundo a federação, representou um aumento de 277% na média mensal de mortes, se comparada à 2020.

A entidade afirma que o Brasil é o país com maior número de jornalistas mortos por covid-19.

De acordo com a Fenaj, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Amazonas têm o maior número de mortes de profissionais da imprensa, somando 37,8% das mortes em todo o país.

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