Pastor diz que “pandemia é momento para trabalhar a bondade”

Em momentos difíceis, de dor, sofrimento, perda, muitas vezes, se recorre à religião para buscar o entendimento das situações. Na fé, as pessoas encontram amparo, explicações e até mesmo soluções.

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Em momentos difíceis, de dor, sofrimento, perda, muitas vezes, se recorre à religião para buscar o entendimento das situações. Na fé, as pessoas encontram amparo, explicações e até mesmo soluções. O pastor evangélico Arnoldo Machado, da Igreja Templo das Nações, é o primeiro entrevistado da série Diário da Esperança, do site Diário SM.

Diário: Como a religião explica, justifica ou interpreta esse momento difícil que estamos vivendo?

Pastor: Nós somos sabedores de que esta pandemia está longe de ser a única da história da humanidade. Tivemos a peste negra, a varíola, a gripe espanhola e a gripe suína, recentemente. Esta vem devastando a nossa geração porque nunca passamos por algo tão potente, tão poderoso. Mesmo sabendo de tantas pessoas sofrendo nessa situação, a Bíblia vem nos explicar uma coisa muito interessante. Quando Deus criou Adão e Eva, ele diz assim: cuidem do jardim. A humanidade tem a responsabilidade de cuidar do jardim, de cuidar da sua terra, por isso a importância das questões ambientais, por isso importante estarmos ligados no desmatamento, no meio ambiente, porque é responsabilidade nossa. Muitas destas pestes são criadas pelo homem.

Diário: Pastor, como a igreja está ajudando seus seguidores neste momento?

Pastor: Às vezes, quando a gente pensa na igreja, a gente pensa no prédio, nas músicas, numa palestra, na oferta. Mas quando Jesus funda a igreja ele não funda um estabelecimento, uma instituição, ele funda um estilo de vida. Ele espera que a igreja só serve para servir. Nós trabalhamos o Projeto Nações em Ação, com 50 famílias em situação de vulnerabilidade. No momento, como não podemos fazer tanto isso, cuidamos das necessidades básicas dos nossos membros. Vamos aos hospitais para fazer um clamor a Deus por todos que estão passando por esse momento nas UTIs, clamando pela abreviação desse tempo e pela chegada da vacina. Além disso, trabalhamos com a motivação. Esse é um momento muito importante das pessoas se sentirem importantes, vivas, relevantes. E a Bíblia vem fazer isso com a gente. Nós fazemos isso com a palavra de Deus.

Diário: Que mensagem o senhor deixa para quem perdeu seus familiares, está enfrentando alguma doença?

Pastor: Eu tenho um triste ofício, mas necessário, que são os ofícios fúnebres. A nossa igreja tem feito muitos ofícios fúnebres, isso corta nosso coração. Mas uma coisa nós temos dito: Jesus falando, por meio de Mateus, capítulo 11, versículo 28, “venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados e eu lhes darei alívio”. O convite de Jesus não é para ir para uma igreja, instituição. Jesus está dizendo “venham para mim”. Venham para os meus que já foram aliviados. Nós fomos aliviados por Deus, ele nos trouxe esse alívio, onde nós não tememos nem a morte, porque sabemos que ganhamos Jesus, a plenitude da existência. Nós queremos passar esse alívio para outras pessoas. Que nós possamos ser a mão de Deus, um sinal histórico das mãos de Deus nessa terra.

Diário: Que lições essa pandemia está trazendo para a humanidade?

Pastor: O Velho Testamento está pautado em 613 mandamentos. Nós conhecemos apenas 11. Jesus, enquanto pessoa, ao ser questionado de quais mandamentos deveriam ser seguidos, ele diz para que guardem dois deles: amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo. Neste momento de pandemia, as pessoas parecem estar mais amorosas, cordiais, compassivas. A função da igreja é fazer isso. Produzir essa bondade. Este é o momento de receber este bônus de preocupação com o outro, apesar de todas as mazelas. Nós não podemos

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