Vigilância Sanitária apreende uma tonelada de carne imprópria para consumo

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Vigilância Sanitária apreende uma tonelada de carne imprópria para consumo. Foto: Divulgação/Visa Manaus/Semsa.

Uma fábrica de produtos cárneos, que funcionava de modo clandestino no Tarumã, zona Oeste, foi interditada nesta segunda-feira, 18/2, após inspeção conjunta da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus (Visa Manaus), Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) e Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Além de interditar a fábrica por funcionamento irregular, os fiscais apreenderam e inutilizaram aproximadamente uma tonelada de carne de frango, linguiça calabresa e mortadela.

De acordo com o fiscal veterinário da Visa Manaus, Fabrício Barros, os produtos apreendidos eram fabricados em condições precárias de higiene e estavam armazenados sem qualquer rótulo de identificação. “Os produtos não tinham marca e nenhuma informação como origem, composição, orientação de consumo ou data de validade“, observou o fiscal, informando que a fábrica também não tem nome comercial.

Fabrício disse que a estrutura de produção da fábrica clandestina era totalmente inadequada, com problemas de iluminação e equipamentos em mau estado de conservação, gerando condição de risco iminente à saúde.

A unidade já havia sido autuada pela Vigilância municipal, mas não tomou providências para a regularização do seu funcionamento, permanecendo sem adequação às normas sanitárias e sem autorização de nenhum dos órgãos reguladores, incluindo licença sanitária e comprovação de responsabilidade técnica (existência de um profissional veterinário regularmente inscrito no Conselho).

Riscos – O fiscal Fabrício Barros alertou que revendedores como mercados, lanchonetes, padarias, pizzarias e outros estabelecimentos jamais comprem e comercializem produtos sem conhecer a procedência e ter a comprovação de que estão dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação sanitária.

“Fábricas clandestinas existem porque há compradores”, destacou Fabrício Barros, informando que a fiscalização sanitária cobra a procedência dos alimentos e que os revendedores que não apresentarem comprovação de origem dos produtos também sofrem as penalidades legais.

O fiscal ressaltou, ainda, que produtos de má procedência oferecem alto risco de infecção e intoxicação e que a contaminação por microrganismos (bactérias, fungos e vírus) é a maior causa das Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs), entre as quais o botulismo e infecção por salmonela, consideradas graves.

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