“Deus deu sabedoria e resistência” para montar o governo, diz Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta turistas no Palácio da Alvorada

Em entrevista ao pastor Silas Malafaia, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre seu primeiro ano de governo, inclusive sobre as dificuldades que enfrentou ao montar os ministérios e garantir a governabilidade.

Apesar da desconfiança dos críticos, Bolsonaro se mostrou satisfeito com os resultados dos primeiros meses de governo.

“Sabíamos que tínhamos que ter resistência, porque os números iriam aparecer, mas não é fácil segurar uma onda dessa… falam tanto de fake news, mas mentiram para baixo, para cima e para o lado, mas graças a Deus, Deus deu não só sabedoria, mas também a resistência e a coragem”.

A reforma da Previdência foi um dos maiores desafios do primeiro ano de mandato, pois muitos acreditaram que o governo não teria apoio suficiente para aprovar as mudanças. Mas a reforma passou pela Câmara e pelo Senado.

Malafaia questionou o presidente sobre a mudança da embaixada de Israel, de Tel Aviv para Jerusalém. A questão, porém, poderia complicar as relações do Brasil com países árabes.

“Temos conversado com lideranças de países vizinhos, falando que é uma questão interna nossa, não é para afrontá-los”, explicou Bolsonaro dizendo que está confiante de que poderá cumprir esta promessa.

Outro tema tratado foi a questão do emprego, Bolsonaro defendeu a ideia de ter muito emprego e pouco direito, citando como exemplo a multa que o empresário paga para poder demitir uma pessoa.

“Eu tenho falado para o Paulo Guedes: ‘lance o programa minha primeira empresa’. Para o cara que reclama que não tem emprego, ele vai poder abrir a empresa dele, pagar R$ 5 mil por mês para todo mundo, para ninguém reclamar, e vai ser feliz. Vai dar certo, Malafaia?”, questionou.

Sem medo, Malafaia falou sobre as tentativas de vincular a família Bolsonaro com milicianos acusados de participarem da morte da vereadora Mariele Franco e também da questão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro com o esquema de “rachadinha” entre os seus funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Bolsonaro respondeu que é uma tentativa do governador Wilson Witzel de tentar manchar o nome de sua família, associando-os a corrupção.

“Ele viu que tinha que atacar a família Bolsonaro na corrupção, que é o que mais preservamos”.

Sobre a questão da morte da vereador, o presidente insiste que as ligações que fazem é para manchar sua reputação, pois no dia que o porteiro declarou que passou ligação para sua residência, ele estava em Brasília.

“A minha base e do meu filho sempre foram policiais, civis, militares e bombeiros. Eu tenho milhares de fotos com militares do Rio de Janeiro, não tenho nada a ver com milícias”, garantiu.

 

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