Mãe de ‘garoto trans’ chama cristãos de “ignorantes” por se oporem à ideologia de gênero

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A mãe de uma criança que nasceu menina, mas agora se veste e se identifica quando um menino criticou um casal cristão que tirou seus filhos de uma escola dirigida pela Igreja da Inglaterra, mas que permite a ideologia de gênero. A mãe insistiu que ser transgênero “não é uma escolha”.

Mienna Jones argumentou no programa “This Morning” da ITV, na última terça-feira (12), que sua filha de seis anos de idade – que agora se veste como um garoto e prefere ser chamada de Dexter – tem “mais maturidade” do que os pais cristãos Nigel e Sally Rowe, que estão considerando processar a escola de onde tiraram seus filhos.

“Eu me senti incrivelmente triste pelos filhos deles. Em segundo lugar, pensei: ‘em que tipo de mundo o meu filho vai crescer?’. Hoje em dia não consigo acreditar que ainda temos esse nível de ignorância e falta de aceitação. “, disse Jones sobre a decisão de Rowes de retirar seu filho de 6 anos da escola, porque a instituição permite a ideologia de gênero.

“Houve algo que eles disseram que me chateou. Como um mãe que está vivendo essa situação, desde que Dexter tinha 2 anos e meio – ele tem quase sete anos agora – eu vou deles: ‘Não conhecemos um humano vivo que iria empurrar seu filho para aquela horrível estrada em mudança de vida”, acrescentou.

A mãe insistiu que ninguém obrigou ‘Dexter’ a se identificar como um menino.

“Quando ele me pergunta: ‘mãe, eu nasci errado, quando me consertarão?’, isso não é algo que nós já dissemos a ele, é algo que ele sente”, disse Jones.

“Eu também tive a impressão de que eles pensavam que ser transgênero é algo errado. Eles falaram que isso é uma escolha. Não é uma escolha, como ser gay. Seu filho é seu filho”, acrescentou.

Os pais cristãos refutaram as acusações de que são transfóbicos e disseram que querem que a escola da CofE – onde seus filhos estudavam – siga os princípios bíblicos.

Eles disseram à Premier na segunda-feira que seu filho estava confuso depois que outro garoto na sala começou a usar um vestido.

“Nossos filhos primeiro disseram: ‘eles são meninos e eles são meus amigos, e agora eu tenho que chamá-los de ‘ela’ em vez de ‘ele”, explicou o casal, citando o relato de seus filhos sobre o primeiro caso transgênero na escola.

Os pais cristãos estão se preparando para entrar com ações legais contra a escola, dizendo que outros pais (além das crianças transgênero) não foram consultados, antes que a escola permitisse que os alunos se identificassem como sendo do gênero oposto. Eles também criticaram a resposta “chocantemente inadequada” que receberam da Diocese de Portsmouth e do Diretor de Educação da Igreja da Inglaterra sobre suas preocupações.

A escola aparentemente lista “a recusa de reconhecer o gênero verdadeiro de uma pessoa transgênera, por exemplo, ao não usar seu nome adotado ou usar pronomes inadequados de gênero” como “comportamento transfóbico”.

Sally Rowe argumentou, no entanto, que a escola “deveria ter prestado apoio à criança transgênero e sua respectiva família, de forma privada e com a ajuda de profissionais treinados, que podem trabalhar com ela, em vez de simplesmente deixar isso acontecer”.

Ela acrescentou que os estudantes transgêneros nas escolas se tornaram uma questão nacional e advertiram que o diálogo não está sendo facilitado.

“É como se você estivesse proibido de se expressar, você não pode falar sobre o que você acredita, porque você será chamado de transfóbico… o que não é o caso, então nós sentimos que este precisa ser um debate aberto”, continuou Rowe. “Isto precisa ser discutido sem medo de ser ridicularizado”.

Ela colocou que as crianças precisam ser protegidas em vez de serem experimentadas.

“É uma grande coisa. Tem muitas implicações diferentes com relação ao bullying, e os vestiários, o que acontece quando passam pela puberdade?”, Rowe questionou.
Diagnóstico precoce

No começo dessa semana, o caso do garoto Patrick Mitchell de 14 anos gerou um misto de revolta e comoção nas redes sociais. Dois anos após se submeter a tratamentos hormonais (o processo se iniciou aos 12 anos) para se tornar uma menina, o garoto confessou à sua mãe que está arrependido de ter se submetido ao processo.

Segundo a psicóloga paranaense e especialista em Direitos Humanos, Marisa Lobo, o caso de Mitchell é um exemplo claro de um diagnóstico precoce e inconsequente, que desencadeou efeitos catastróficos na vida do garoto.

“Como profissional devo alertar, conflito de gosto pessoal e de identidade na infância e adolescência. Não pode ser promovido e entendido como Disforia de Gênero a análise é demorada e complexa. Uma criança não pode ser condenada por um adulto a uma sentença que pode prejudicá-la pelo resto da vida. Essas questões devem ser conduzidas com muito cuidado e responsabilidade. Infelizmente não é o que tem acontecido. Por ativismo ideológico político estamos criando crianças trans. Isso é gravíssimo”, alertou ela.

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