Judia que viu o nascimento do Estado de Israel se rende a Cristo: “O véu foi rasgado”

59

A judia Eve Ellingwood foi criada por uma família ortodoxa muito apegada às tradições de sua religião. Seus pais fugiram da Polônia e conseguiram se livrar do Holocausto, mas encontraram novos desafios quando foram buscar refúgio na região da Palestina.

Na época, a Palestina estava sob administração britânica e era habitada por uma maioria árabe. Diante dos conflitos entre árabes e judeus refugiados, o governo britânico decidiu acabar com seu Mandato no início de 1947.

Durante a guerra da Palestina, as forças árabes tomaram o controle das colinas que faziam parte da estrada para Jerusalém, provocando a escassez de alimentos, água, combustível e remédios. “Estávamos em Jerusalém durante o cerco. Não havia comida nem água. Se você visse um ovo, era um milagre”, conta Eve. “O toque de recolher era às 6 horas da tarde, pois eles continuavam atirando em nosso prédio”.

Eve estava na cidade de Tel Aviv quando a independência do Estado de Israel foi declarada, em 1948. “Todo mundo estava dançando na rua. Eles celebraram até seis ou sete da manhã. Todos estavam dançando, cantando e rindo”, ela lembra.

A judia terminou o ensino fundamental em Israel e se mudou com sua família para os Estados Unidos. Eve recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e lá conheceu seu futuro marido, Howard Cohen.

Em dezembro de 1973, Eve foi a um salão de beleza próximo a sua casa e foi questionada pela cabeleireira: “Você é Cohen (casta sacerdotal) através do casamento?”, então Eve respondeu que sim. “Eu também”. Durante a conversa, a judia percebeu que a cabeleireira havia se convertido ao cristianismo.

Ela ficou impactada com a história dessa mulher judia que aceitou Jesus como Messias e passou a mudar a sua oração diária: “Deus, eu quero Te conhecer”.

Dias depois, Eve foi convidada para uma reunião de oração pelo presidente do Clube de Advogados de Los Angeles, Harry Crowder, que ficou surpreso quando soube que ela iria comparecer. “Por que uma judia iria a uma reunião de oração?”, perguntou. “Eu estive procurando por Jesus o dia todo”, respondeu Eve.

Depois que Crowder compartilhou com Eve alguns princípios do Evangelho de Cristo, ela não resistiu mais e fez uma oração se entregando a Jesus. “Eu fiz isso com todo o coração”, lembra. “Foi como se alguém pegasse uma faca e cortasse o véu dos meus olhos, de dentro para fora. Não conseguia parar de chorar”.

Como sugestão de Harry, Eve começou a ler o livro bíblico de João. “Eu não podia acreditar nesse amor. O amor estava ali mesmo”, comenta.

Dificuldades

Certo dia, seu marido encontrou a literatura cristã em sua casa e perguntou: “Você virou cristã ou algo assim?” Eve não podia negar sua nova fé, mas a reação de seu esposo foi dura: “Deixe essa fantasia de Cristo ou nosso casamento acabará”.

Oito anos depois de sua conversão, seu marido se divorciou dela. No entanto, quando olha para a crise conjugal que viveu e o motivo de sua separação, ela sabe que fez a escolha certa. “Jesus não é apenas meu Salvador, Ele é meu Senhor e minha vida. Ele é o poder do Espírito envolvendo meu corpo. Se eu desistisse de Jesus, eu literalmente morreria. Meu corpo iria se desfazer”.

Apesar de sofrer perseguição por parte de sua família, a fé de Eve continuou se fortalecendo. “O desejo do meu coração é ver as pessoas voltarem ao Seu primeiro amor”, disse ela.

Comentário