Igreja Católica da Pensilvânia acobertou mais de 1.000 casos de abuso sexual ao longo de sete décadas

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FOTO: MATT ROURKE AP

Relatório divulgado pela Suprema Corte da Pensilvânia, na terça-feira (14), revelou que mais de 1.000 crianças foram abusadas por mais de 300 sacerdotes da Igreja Católica ao longo das últimas sete décadas.  Esta é a maior investigação sobre abusos sexuais na Igreja já realizada nos Estados Unidos.

 

Josh Shapiro, promotor geral do Estado, revelou detalhes assombrosos do documento, que inclui “acobertamento sistemático por parte de altos servidores da igreja na Pensilvânia e no Vaticano”.

 

Os casos de abuso identificados são muito antigos para serem avaliados, e, embora 1,000 vítimas tenham sido encontradas, o número real seria da ordem de milhares. Com quase 1.400 páginas, o documento aponta padres abusadores em seis das oito dioceses do estado, que seriam Harrisburg, Pittsburg, Allentown, Scranton, Erie e Greensburg. As vítimas, em sua maioria, eram adolescentes e pré-adolescentes: “Alguns foram manipulados com álcool ou pornografia. Alguns foram obrigados a masturbar seus agressores, ou tiveram seusa órgãos genitais tocados por eles. Alguns foram violados oralmente, alguns pela vagina ou pelo ânus” diz o texto.

 

“Vários administradores diocesanos, incluindo bispos, com frequência  dissuadiram as vítimas de denunciar os abusos a polícia, pressionaram as forças da ordem pública para que cancelassem ou evitassem uma investigação ou eles realizaram sua própria investigação deficiente e tendenciosa sem relatar os crimes contra crianças as autoridades competentes”, denuncia o relatório.

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